segunda-feira, 19 abril, 2010 às 16:55
Fique muito feliz hoje quando Dilma Rousseff, no lançamento do seu blog, ao destacar a educação como sua principal prioridade. Quando foi perguntada sobre que setor ela indicaria se só se tivesse a oportunidade de eleger um como prioridade, não hesitou. Disse que a educação é pré-condição para que o país rompa o círculo de desigualdade que o caracteriza. “Educação é tratar a desigualdade na raiz”, afirmou.
É isso aí, ministra. Foi o que lhe pedi, ontem, no post que publiquei. O Brasil precisa mesmo de uma grande política educacional que garanta igualdade de oportunidade para todos. Só com educação de qualidade, do ensino fundamental ao universitário, nos tornaremos um grande país.
Também foi muito bom Dilma ter abordado a importância da universalização da banda larga nesse processo de transformação do país. Mas é preciso estar atenta para manter o controle estratégico das telecomunicações pelo poder público para garantir o cumprimento da oferta de serviços e preços acessíveis a todos os brasileiros.
Dilma estreou com o pé direito o seu blog, que pretende explorar como possibilidade de democracia direta, como a da Grécia antiga, só que com uma praça bem mais ampla como a blogosfera. Mas cuidado, Ministra, as aves de rapina atucanadas estão de olho, esperando qualquer coisa que possa ser usada contra a candidatura do povo brasileiro.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
DILMA: EMPATE TÉCNICO O DATA FOLHA MENTE...
Se você não concorda com o postulado acima, leitor, não reclame comigo, mas com o âncora do Jornal da Band Bóris Casoy. Ele o proferiu depois de o telejornal apresentar gráficos que mostram que Dilma Rousseff , que aparece com 31% no Vox Populi, está tecnicamente empatada com José Serra, que manteve os 34% de janeiro.
De fato, para o anti-Lula Bóris Casoy admitir que a diferença entre as duas pesquisas é expressiva, não deve ser nenhum exagero. E não pelo resultado nominal, mas porque no Datafolha Serra apareceu crescendo e Dilma estagnada ou caindo, e no Vox Populi, o tucano está parado e a petista, crescendo.
Não foi por outra razão, como demonstrei no post anterior, que a Folha, na edição deste sábado, tentou desqualificar a pesquisa Vox Populi, coisa que nunca tinha visto – um instituto de pesquisa (ou seu preposto) desqualificando o outro. Não dá para explicar as disparadas e estagnações com sinal trocado em cada instituto.
Como se vê, não exagerei quando disse, há uma semana, que a pesquisa Datafolha cheirava mal.
De fato, para o anti-Lula Bóris Casoy admitir que a diferença entre as duas pesquisas é expressiva, não deve ser nenhum exagero. E não pelo resultado nominal, mas porque no Datafolha Serra apareceu crescendo e Dilma estagnada ou caindo, e no Vox Populi, o tucano está parado e a petista, crescendo.
Não foi por outra razão, como demonstrei no post anterior, que a Folha, na edição deste sábado, tentou desqualificar a pesquisa Vox Populi, coisa que nunca tinha visto – um instituto de pesquisa (ou seu preposto) desqualificando o outro. Não dá para explicar as disparadas e estagnações com sinal trocado em cada instituto.
Como se vê, não exagerei quando disse, há uma semana, que a pesquisa Datafolha cheirava mal.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Pesquisas inúteis

Pesquisas inúteis
http://edu.guim.blog.uol.com.br/
Para não afrontar o grupo político oriundo da centro-esquerda que poucos anos após a democratização (1985) virou expressão hegemônica do conservadorismo nacional, o único tipo de pesquisa eleitoral que esclarece o que é provável que aconteça na eleição presidencial é preterido em favor de cenários nebulosos.
A única pesquisa do tipo que realmente interessa foi feita discretamente pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre os dias 6 e 10 de março e teve divulgação pífia. Apurou-se, então, que 53% do eleitorado prefere votar em um candidato a presidente que tenha o aval de Lula.
Qualquer outra sondagem feita sem esse dado (o candidato de Lula na disputa) só serve para esconder o que acontecerá na campanha eleitoral que se avizinha, o que certamente é feito na esperança de que o quadro mude mais adiante.
A despeito disso, o script de 2006 vem se cumprindo de forma impressionante. Dilma Rousseff, hoje, tem quase a mesma posição em relação a Serra que Lula tinha na última pesquisa Datafolha feita naquele ano nesta época, pouco antes de o tucano desistir da corrida presidencial e sair candidato a governador de São Paulo.
Em fevereiro de 2006, segundo o Datafolha, no cenário mais provável do primeiro turno Serra tinha 36% e Lula, 34% - hoje, na média das pesquisas, Serra tem 35% e Dilma, 30%. Contudo, alguns institutos chegaram a apontar empate técnico entre os dois principais candidatos a presidente.
No sábado passado, o Datafolha apontou que a diferença entre Serra e Dilma num hipotético segundo turno também seria quase igual à disputa que o mesmo instituto anunciava entre Serra e Lula há quatro anos. Hoje, 48% dos votos iriam para o tucano e 39% para a petista; em 2006, Serra tinha 49% e Lula, 41%.
Pesquisa Vox Populi foi a campo esta semana e será divulgada no sábado no Jornal da Band. Mesmo se confirmar o Datafolha – e, se não confirmar, o circo vai pegar fogo –, Dilma ainda terá perspectivas melhores contra Serra do que Lula tinha em 2006 a esta altura do campeonato.
Lula, naquele ano, sofria o desgaste pleno do mensalão e do caso Palocci versus aquele “pobre e humilde caseiro” que recebia depósitos de dezenas de milhares de reais enquanto acusava o então ministro da Fazenda. Resgate que fiz do noticiário político de 2006 mostrou que era ainda mais pesado contra Lula do que é hoje contra Dilma.
Além disso, há quatro anos Lula não tinha a grande perspectiva que Dilma tem hoje de crescer conforme for se tornando mais conhecida. Na pesquisa Ibope do mês passado, dos 39% que não sabiam ser Dilma a candidata de Lula e que declararam que votariam preferencialmente no candidato dele, a maior parte declarou voto em Serra.
O cenário político está sendo distorcido, pois as pesquisas insistem em não revelar ao pesquisado um dado que todo o eleitorado fatalmente terá, ou seja, de que a disputa de Serra não será contra a desconhecida Dilma, mas contra a candidata de Lula e da continuidade de sua obra. Pesquisas que não informem esse dado, são inúteis.
Escrito por Eduardo Guimarães
domingo, 28 de março de 2010
Emir Sader: quem acredita na FSP (Força Serra Presidente) ? Participe da campanha “A Folha (*) mente”

A FSP gosta do que foge: da presidência da UNE, da prefeitura e do Governo de São Paulo
27/03/2010
Quem acredita na FSP (Força Serra Presidente)?
Menos de duas semanas depois de ter que se render às inquestionáveis tendências de subida da candidatura da Dilma e de estagnação e até mesmo descenso da de Serra, a FSP (Forca Serra Presidente) se apressou em fazer uma nova pesquisa, que nem esperou a tradicional divulgação de domingo, saindo no sábado.
Sem que nenhum fato político pudesse explicar, fizeram o que se imaginaria que um adepto da campanha serrista faria: levantar o animo depressivo da campanha opositora, tentando evitar o anti clímax do lançamento no dia 10 de abril da candidatura do Serra.
A manipulação – que já havia estado presente na não qualificação de empate técnico na diferença de 4 pontos – agora se revela abertamente. A FSP (Forca Serra Presidente) faz parte da direção da campanha do Serra e qualquer divulgação de pesquisa tem que ser caracterizado como manobra da campanha opositora.
Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), depois de tudo que tem feito, desesperadamente, particularmente nestes últimos tempos, em que tiveram que abandonar a postura de aparente segurança na vitoria do seu colunista, o atual governador de São Paulo (ex presidente da UNE e ex prefeito de Sáo Paulo, ambos cargos abandonados por ele sem concluir o mandato), para se jogar, já sem nenhum escrúpulo, na campanha serrista?
Quem acredita no jornal que emprestou seus carros para dar cobertura à repressão da ditadura militar? Quem acredito no jornal que anunciou que haveria dezenas de milhões de vitimas da gripe suína no Brasil? Quem acredita no jornal que divulgou ficha falsa da Dilma? Quem acredita no jornal que publicou na primeira pagina artigo de suposto psicanalista acusando o governo de ter assassinado (sic) a mais de cem pessoas no acidente da TAM em Congonhas?
Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), dirigida pelo filho do proprietário e não por nenhum tipo de eleição publica e democrática? Quem acredita em quem dirige o jornal porque é Frias Filho, filho do dono e não por algum tipo de mérito próprio que pudesse ter?
Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente) se o candidato que apóiam é colunista permanente do jornal, circula pela redação como se fosse sua casa, indica jornalistas vinculados a ele para cargos do jornal – como a diretora da redação de Brasilia, colunista da página 2, indicada por ele, conforme declaração de membro do Comite Editorial do jornal?
Como acreditar na FSP (Forca Serra Presidente) se se transformou no Diario Oficial Tucano (DOT), partido da direita brasileira, que dirigiu catastroficamente o país durante 8 anos – tendo mudado a Constituicao durante seu mandato para se beneficiar, com a compra de votos de parlamentares -, com todo o apoio desse jornaleco da Barão de Limeira?
Quem ainda acredita na FSP (Forca Serra Presidente)? Como se fez campanha no Chile, com Allende, contra o correspondente dessa imprensa no Chile, com o lema EL MERCURIO MIENTE, aqui devemos espalhar por todas partes, sobre a FSP (Forca Serra Presidente) e sobre seus congêneres, plásticos e toda forma de divulgação com o lema:
A FOLHA MENTE
O GLOBOMENTE
A VEJA MENTE
O ESTADAO MENTE.
Porque A DIREITA MENTE.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Em tempo: e o editorial da FSP (Força Serra Presidente) de hoje ? Elogiar o governo do Supremo ex-Presidente do Supremo. Nem o Estadão foi capaz de tanto disparate. Clique aqui para ler “Estadão elogia Gilmar. Melhor seria se não tivesse feito” – PHA
Clique aqui para ler “Data-da-Folha vem aí. Mauricio da Carta também”.
sábado, 27 de março de 2010
Uma operação midiática de grande escala contra o governo Lula
Desde o Brasil se denuncia que a partir da primeira quinzena de março foi lançada uma operação midiática em larga escala que aciona todos os instrumentos ao alcance da direita política e do poder econômico contrários ao presidente Lula e ao seu governo, contra a candidata presidencial Dilma Rousseff e contra o Partido dos Trabalhadores.
Por Niko Schvarz *
O começo dessa campanha reconcentrada já é visível nos grandes meios de comunicação quando o país se encaminha às eleições presidenciais a ser realizadas em outubro do ano em curso. Nas redações, o bombardeio midiático é conhecido pelo nome de "Tempestade no Cerrado", que, de algum modo, evoca, devido à sua localização geográfica, ao Palácio do Planalto, sede do governo. A expressão recorda a "Tempestade no deserto" da primeira invasão ao Iraque, em fevereiro de 1991, dirigida pelo general Norman Schwarzkopf, que produziu 70 mil vítimas.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, de O Estado de São Paulo e da Folha de São Paulo é de disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas contra esse triplo objetivo (que, na realidade, é um só), para provocar uma onda de fogo tão intensa que torne impossível ao governo e ao PT responder pontualmente às denúncias e provocações.
A cartilha é a seguinte:
1) Manter permanentemente uma denúncia, qualquer que seja, contra o governo Lula nos portais informativos na Internet;
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas e utilizar fotos que ridicularizem ao presidente e à candidata;
3) Ressuscitar o caso do mensalão de 2005 e explorá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã;
4) Elevar o tom dos editoriais;
5) provocar ao governo de modo que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de censura;
6) Selecionar dados supostamente negativos da economia e apresentá-los isolados de seu contexto;
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com os promotores cooptados;
8) utilizar ao máximo o poder de fogo dos redatores.
Uma estratégia midiática tucana foi traçada por Drew Westen, um cidadão estadunidense que se apresenta como neurocientista e presta serviços de cunho eleitoral, sendo autor de The Political Brain (O cérebro político) que, segundo dizem, é o livro de cabeceira de José Serra, governador de São Paulo e próximo candidato presidencial do PSDB. A adaptação do projeto corre por conta de Alberto Carlos Almeida, autor dos livros "Por que Lula" e "A cabeça do brasileiro", que atua como politólogo e foi contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo
A denúncia é recheada de exemplos concretos, reveladores de que essa tática já está sendo aplicada nos diários e, rapidamente, chega à Internet. Se referem às falsificações numéricas (em vários casos, de enormes dimensões) para ocultar ou inverter os bons resultados da política econômica e social do governo em matéria de infraestrutura em todo o país, na construção de habitações e no combate da inflação.
Uma campanha especial toma como eixo a Dilma Rousseff e seu "passado terrorista", dizendo que, além de assaltar bancos, tinha prazer em torturar e matar bons pais de família. Também colocam em cena a um filho de Lula. Isto é: a clássica campanha de tergiversações e calúnias; porém, nesse caso, agigantada em suas proporções e na somatória de meios postos à disposição que, sem dúvida, se irão incrementando e subindo o tom à medida que nos aproximemos a outubro.
O leitor poderá apreciar também até que ponto campanhas similares a esta em sua essência vêm sendo realizadas agora mesmo contra governos de esquerda do continente, como acontece com Cuba, Venezuela ou Bolívia, entre outros.
No caso do Brasil, a operação tende a impactar a ascensão da campanha eleitoral por Dilma Rousseff, que reduziu consideravelmente a vantagem inicial de Serra e continua subindo enquanto este desde até situar-se em virtual situação de empate técnico. Também correm a seu favor a notável projeção internacional da política do presidente Lula, expressada estes dias em seu compromisso direto e no terreno para a solução do problema palestino-israelense; bem como seus êxitos internamente. O orçamento da educação foi triplicado em 8 anos, passando de 17,4 bilhões de reais, em 2003, para 51 bilhões, destinando-se grande parte do aumento do PIB para a educação básica; e fevereiro registrou um recorde de 209.425 novos empregos formais, cifra que chega a 390.844 no primeiro bimestre do ano de 2010.
Por Niko Schvarz *
O começo dessa campanha reconcentrada já é visível nos grandes meios de comunicação quando o país se encaminha às eleições presidenciais a ser realizadas em outubro do ano em curso. Nas redações, o bombardeio midiático é conhecido pelo nome de "Tempestade no Cerrado", que, de algum modo, evoca, devido à sua localização geográfica, ao Palácio do Planalto, sede do governo. A expressão recorda a "Tempestade no deserto" da primeira invasão ao Iraque, em fevereiro de 1991, dirigida pelo general Norman Schwarzkopf, que produziu 70 mil vítimas.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, de O Estado de São Paulo e da Folha de São Paulo é de disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas contra esse triplo objetivo (que, na realidade, é um só), para provocar uma onda de fogo tão intensa que torne impossível ao governo e ao PT responder pontualmente às denúncias e provocações.
A cartilha é a seguinte:
1) Manter permanentemente uma denúncia, qualquer que seja, contra o governo Lula nos portais informativos na Internet;
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas e utilizar fotos que ridicularizem ao presidente e à candidata;
3) Ressuscitar o caso do mensalão de 2005 e explorá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã;
4) Elevar o tom dos editoriais;
5) provocar ao governo de modo que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de censura;
6) Selecionar dados supostamente negativos da economia e apresentá-los isolados de seu contexto;
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com os promotores cooptados;
8) utilizar ao máximo o poder de fogo dos redatores.
Uma estratégia midiática tucana foi traçada por Drew Westen, um cidadão estadunidense que se apresenta como neurocientista e presta serviços de cunho eleitoral, sendo autor de The Political Brain (O cérebro político) que, segundo dizem, é o livro de cabeceira de José Serra, governador de São Paulo e próximo candidato presidencial do PSDB. A adaptação do projeto corre por conta de Alberto Carlos Almeida, autor dos livros "Por que Lula" e "A cabeça do brasileiro", que atua como politólogo e foi contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo
A denúncia é recheada de exemplos concretos, reveladores de que essa tática já está sendo aplicada nos diários e, rapidamente, chega à Internet. Se referem às falsificações numéricas (em vários casos, de enormes dimensões) para ocultar ou inverter os bons resultados da política econômica e social do governo em matéria de infraestrutura em todo o país, na construção de habitações e no combate da inflação.
Uma campanha especial toma como eixo a Dilma Rousseff e seu "passado terrorista", dizendo que, além de assaltar bancos, tinha prazer em torturar e matar bons pais de família. Também colocam em cena a um filho de Lula. Isto é: a clássica campanha de tergiversações e calúnias; porém, nesse caso, agigantada em suas proporções e na somatória de meios postos à disposição que, sem dúvida, se irão incrementando e subindo o tom à medida que nos aproximemos a outubro.
O leitor poderá apreciar também até que ponto campanhas similares a esta em sua essência vêm sendo realizadas agora mesmo contra governos de esquerda do continente, como acontece com Cuba, Venezuela ou Bolívia, entre outros.
No caso do Brasil, a operação tende a impactar a ascensão da campanha eleitoral por Dilma Rousseff, que reduziu consideravelmente a vantagem inicial de Serra e continua subindo enquanto este desde até situar-se em virtual situação de empate técnico. Também correm a seu favor a notável projeção internacional da política do presidente Lula, expressada estes dias em seu compromisso direto e no terreno para a solução do problema palestino-israelense; bem como seus êxitos internamente. O orçamento da educação foi triplicado em 8 anos, passando de 17,4 bilhões de reais, em 2003, para 51 bilhões, destinando-se grande parte do aumento do PIB para a educação básica; e fevereiro registrou um recorde de 209.425 novos empregos formais, cifra que chega a 390.844 no primeiro bimestre do ano de 2010.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Você acredita em pesquisa ? Então, Dilma ganha no primeiro turno

Dilma tem a economia e o Serra, nada / Charge por Junião via jornal Diário do Povo (Campinas/SP)
O Conversa Afiada não acredita em pesquisa.
Logo, acredita em “pesquiseiro” até a página dois.
Mas, o PiG (*) acredita em Data-da-Folha e em Globope.
E usa os dados dos dois institutos com uma liberdade editorial espantosa.
Por exemplo, o Serra já está eleito há muito tempo, segundo os “pesquiseiros” que se nutrem do Data-da-Folha e do Globope.
O presidente do Globope, por exemplo, que previu em 2006 que Paulo Souto seria governador da Bahia no primeiro turno; que Roseana seria eleita no Maranhão; e Lula ganharia no primeiro turno, agora o presidente do Globope disse que o Lula não fará o sucessor.
O Data-da-Folha e o Globope erram até boca de urna.
E são tratados como as Tábuas de Moisés pelos “pesquiseiros” colonistas (**) do PiG (*).
O Conversa Afiada acredita em tendências, em traços fortes, profundos.
Por exemplo, o Conversa Afiada sustenta há muito tempo que o Vesgo do Pânico tem mais chance de ganhar a eleição do que o Serra.
Por quê ?
Porque o brasileiro não vota em tucano paulista em 2010.
Quem explicou isso de forma magistral foi Maria Inês Nassif, no Valor.
Uma demonstração disso é o que o Oráculo de Delfos apontou: “Por que ninguém quer ser vice do Serra ?”
Mas, amigo navegante, se você acredita em pesquisa, veja que interessante a previsão da Vox Populi (a sugestão foi do amigo navegante Fernando:
Diretor do Vox Populi: Dilma pode ganhar no primeiro turno
Do Estado de S. Paulo
O crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de seu provável adversário, o governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem impressionado os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País.
Márcia Cavallari, do Ibope, João Francisco Meira, do Vox Populi, Mauro Paulino, do Datafolha e Ricardo Guedes, do Sensus, estiveram reunidos em São Paulo na tarde de ontem para debater o cenário eleitoral, em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas.
O professor Marcus Figueiredo, do Iuperj também esteve no debate, mediado pela jornalista Cristiana Lôbo.
Meira deu o palpite mais ousado da tarde: “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”, afirmou.
Segundo ele, quando há candidatos carismáticos, a disputa se concentra mais entre as personalidades desses candidatos. Mas, para ele, nem Dilma nem Serra são carismáticos. ‘Carisma não é o nome dessa eleição’, afirmou.
Ele listou alguns fatores que, na sua avaliação, devem decidir a disputa eleitoral. O primeiro seria a economia: se estiver ruim, a tendência é de mudança – mas a economia é o principal trunfo do governo Lula.
Em segundo, o aspecto ideológico – nesse caso, diz ele, 56% das pessoas se definem como sendo de esquerda e 30% como eleitores do PT.
Além disso, ele lembra o tempo de TV como decisivo – e a construção das alianças deve garantir um tempo maior à candidata governista. Por último ele cita algum acidente, debate ou fato inesperado que possa alterar a opinião dos eleitores.
Sua avaliação é parecida com a de Ricardo Guedes, do Sensus. Segundo ele, “Dilma tem produto para mostrar, a economia. O Serra não tem. Hoje a tendência é muito mais pró-Dilma”.
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domingo, 21 de março de 2010
Campanha Serra Jamais:Por causa do sentimento anti-paulista

Maria Inês: por que o Vesgo tem mais chance que o Serra. Por causa do sentimento anti-paulista
Conversa Afiada sempre sustentou que o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente que o Datena, quer dizer, que o Serra.
Porque o Conversa sempre acreditou que o brasileiro não elegerá um paulista Presidente da República tão cedo.
O PiG (*), dominado por São Paulo e pelo Globope de São Paulo, jamais ousaria manter uma discussão sobre o problema da Federação.
O brasileiro (a Federação) cansou da hegemonia de São Paulo, para São Paulo.
Como diz o sábio Fernando Lyra, “São Paulo não pensa o Brasil”.
O Conversa Afiada sempre sustentou que uma das manifestações de sabedoria do Presidente Lula foi desconcentrar o investimento público.
Foi esse o papel de Lula na memorável vitória do Rio nas Olimpíadas de 2016 – como percebeu o Conversa Afiada.
Uma vitória que a elite (separatista) de São Paulo não engole até hoje (**).
Sobre a desconcentração econômica, o Conversa Afiada já afirmou que Pernambuco é a nova locomotiva do Brasil.
Agora, finalmente, na imprensa do PiG (*), surge uma jornalista que põe a questão no devido lugar e explica por que o Vesgo tem mais chance do que o Serra (ou será o Datena ?).
É o artigo de Maria Inês Nassif, no Valor, e que o Vermelho destacou:: “o voto anti-paulista”.
“ … Serra carregará o carimbo de origem para os palanques das outras unidades federativas no momento em que a aversão à política paulista se generaliza.”
“Uma das lógicas de Lula, ao escolher sua candidata, é a de tirar a sucessão do circuito de poder do PT paulista. PSDB e PT de São Paulo dividem não apenas as antipatias dos políticos dos outros estados, mas do eleitorado não paulista.”
“Na hora em que saiu da disputa … Aécio já tinha montado, em Minas, um cenário francamente contrário a uma candidatura paulista.”
“Mesmo que Aécio não mova um dedo contra Serra … e até faça uns discursinhos a favor, dificilmente o governador (Serra) conseguirá desfazer o que está feito: o ambiente em Minas é francamente contra São Paulo”.
“ … Serra é a configuração da hegemonia política desse Estado (São Paulo) sobre os demais”.
“Um movimento eleitoral de aversão a um grupo hegemônico é um indicador poderoso de um fim de ciclo.”
Nassif, aí, mostra como São Paulo, quando ainda era Grande Potência econômica, acumulou o poder político.
Acontece que …
“Esse poder (de São Paulo) … não sobreviveu a um período (Governo Lula – PHA) em que ocorreu um movimento mais forte de desconcentração, não apenas na distribuição de renda a indivíduos, via programas de transferência, mas da descentralização do investimento publico. Um projeto de desenvolvimento menos regionalizado vem corroendo a solida hegemonia que comandou o país pós-Real … O país vive esse momento de transição, com todos os ressentimentos dos que perderam no período anterior (Governo FHC – PHA) embutidos na conta a ser paga pelo grupo ainda hegemônico”.
Ou seja, o Vesgo …
Em tempo: ao longo desse magistral artigo, Maria Inês Nassif, que, se não me engano, é mineira, se esqueceu de incluir o Rio na conta dos que vão desmontar a hegemonia anti-nacional dos tucanos de São Paulo. No Rio, caríssima Maria Inês, nem a urubóloga Miriam Leitão vota no Serra (ela é Marina).
Paulo Henrique Amorim
(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
(**) Uma vitória que a elite de São Paulo não engole até hoje. É o que se depreende do que está no espaço que o Otavinho delegou a Clovis Rossi, na página dois da Folha (***). Ali, teme-se, parece haver uma combinação de múltiplos preconceitos. Contra o carioca. Contra o negro. Contra o baiano do Senhor do Bonfim. Contra o gordo. Contra o pobre. Contra os cultos afro-brasileiros – o “altar de mandingas”. Não seriam esses, amigo navegante, os pré-requisitos de uma kristallnacht http://en.wikipedia.org/wiki/Kristallnacht#Kristallnacht
desfechada a partir da Alameda Barão (?) de Limeira ?
(***)Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Publicado por admin · Canal: Bigpost
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